MERCADO MODELO

Diante da necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador entre a Alfândega e o largo

da Conceição, surgia o Mercado Modelo que começou a ser construído em 1911, em um local que pertencia a Marinha,

ao lado da Praça Cayru. Foi inaugurado em 9 de dezembro de 1912, com cerca de 2.400 m² (40m x 60m), com a sua famosa Rampa.  Constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir  itens tão variados como hortifrutigranjeiros,  cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé.

Incêndios

O Mercado Modelo viveu pelo menos cinco grandes incêndios ao longo de sua história: Os incêndios ocorreram nos anos de  1917,1922, 1943 e 1969, no antigo prédio onde atualmente fica o monumento de

Mário Cravo.  De todos os incêndios, o pior foi o que aconteceu em 1969, destruindo todo o prédio e obrigando os responsáveis a transferirem o Mercado para o atual endereço, a antiga casa de alfândega, em 1971.

Seu comércio, entretanto, passou a ser principalmente o artesanato e lembranças da Bahia para turistas.

Mas, mesmo neste local, o Mercado ainda passou pelo

quinto sinistro de sua históriano ano de 1984, quando os comerciantes perderam tudo novamente.

Além dos boxes-lojas, dos restaurantes e lanchonetes, o Mercado Modelo, considerado o maior shopping de artesanato do Brasil, ainda conta com Posto de Informação e da Polícia Turística, agência dos Correios, caixa eletrônico, banheiros e barbearia.

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Ali tem de tudo um pouco: artesanato dos mais variados tipos (imãs, canecas, porta-retrato, fitinhas do Senhor do Bonfim, chaveiro e afins), lembrancinhas, roupas, rendas, cangas, bolsas, chapéus, quadros, berimbaus, enfeites, estátuas, imagens de santo, bijuterias, xilogravuras, redes... Enfim, uma infinidade de produtos.

O local ainda conta com tuneis subterrâneos que podem ser visitados. Na época que funcionava como alfândega, o subsolo (construído em uma estrutura feita de arcos de pedra) era utilizado para guardar produtos que precisavam ficar fora do calor, como vinhos.

Ali tem de tudo um pouco: artesanato dos mais variados tipos (imãs, canecas, porta-retrato, fitinhas do Senhor do Bonfim, chaveiro e afins), lembrancinhas, roupas, rendas, cangas, bolsas, chapéus, quadros, berimbaus, enfeites, estátuas, imagens de santo, bijuterias, xilogravuras, redes... Enfim, uma infinidade de produtos.

O local ainda conta com tuneis subterrâneos que podem ser visitados. Na época que funcionava como alfândega, o subsolo (construído em uma estrutura feita de arcos de pedra) era utilizado para guardar produtos que precisavam ficar fora do calor, como vinhos.

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Com o aterro, o lençol freático subiu e o subsolo ficou alagado, sem condição de uso, e por isso passou a ser aberto para visitação. "O seu teto é em abobadas de arestas para suportar as grandes cargas do pavimento térreo. A solução é mais técnica do que de inspiração estilística, embora abobadas e arcos tenham sido muito utilizados pelo neoclassicismo".

Gastronomia

Camafeu de Oxóssi e Maria de São Pedro. Esses são os dois tradicionais restaurantes que habitam no primeiro andar do Mercado Modelo. Com a culinária típica e muito dendê, ambos são situados lado a lado e têm uma vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos. Sempre no mesmo lugar há 35 anos, o português Rui de Oliveira Mendes, 90, é um dos sócios do Camafeu de Oxóssi, e ex-presidente do Afoxé Filhos de Gandhi, um dos blocos tradicionais de Salvador, se associou e passou a gerenciar o restaurante

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“Quando eu vim, isso aqui era só com mesas e cadeiras. Eu pensei: ‘um lugar tão bonito quanto esse aqui e só com mesas e cadeiras?' Como eu gosto muito de música, mandei fazer o palco. O pessoal ficou logo todo intrigado perguntando quem era que tinha mandado fazer. O palco foi um sucesso", conta orgulhoso.

Relembrou as histórias do Mercado Modelo e revelou curiosidades."Neste palco, você nem sonha quem tocou aqui primeiro. Daniela Mercury. Ela ainda nem era conhecida, mas tocou aqui. E uma outra banda

altamente conhecida. Asa de Águia tocou também. Fora que tivemos personalidades do teatro, da literatura", revela.

Ao lado do Camafeu de Oxóssi, outro tradicional restaurante da história de Salvador: Maria de São Pedro. O nome do estabelecimento também carrega o peso de uma ilustre personalidade baiana. Cozinheira conhecida na cidade, Maria de São Pedro nasceu em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, e começou a carreira com uma quitanda na ladeira da Barroquinha.

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Depois, passou para Feira da Sete, na Cidade Baixa, e montou uma barraca de comidas com ajuda de um freguês em um mercado popular em frente à feira de Água de Meninos, atual feira de São Joaquim. Esse seria o primeiro restaurante de comidas típicas da Bahia em Salvador.

Já em 1942, Maria de São Pedro, com auxílio do mesmo freguês, abriu o estabelecimento no antigo Mercado Modelo e, após o incêndio de 1969, passou a ocupar a parte superior da casa  de alfândega. A culinária da baiana de Santo Amaro foi provada por personalidades nacionais e internacionais Além dos restaurantes tradicionais, existem opções mais modestas e tão saborosas quanto o Maria de São Pedro e Camafeu de Oxóssi. As cantinas e lanchonetes que funcionam no térreo do Mercado Modelo são frequentadas diariamente 

por baianos e turistas. Com preços mais baratos e opções de pratos comerciais, executivos e também com muito dendê, não há como deixar de provar a culinária oferecida em um dos locais mais charmosos e aconchegantes de Salvador.

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